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Orçamento familiar: 6 dicas para melhorar o controle de gastos

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Água, luz, celular, aluguel ou condomínio, combustível, mensalidade escolar, internet — são tantas as contas mensais, que manter o orçamento familiar equilibrado acaba se tornando uma tarefa complicada para grande parte da população, especialmente em períodos de crise.

Para isso, o importante é fazer um bom planejamento financeiro e ter vontade e disposição, bem como contar com a ajuda de toda a família para mudar antigos hábitos. A seguir, confira seis dicas de ouro para melhorar o orçamento familiar!

Só para se ter uma ideia do problema, em 2017, o percentual de famílias brasileiras com dívidas foi de 62,2% — no ano anterior, fechou em 59%. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No Brasil, muita gente se enrola e acaba no vermelho por falta de controle dos gastos e de conhecimento sobre as melhores práticas financeiras. Porém, com atitudes simples e práticas é possível para manter o orçamento familiar em dia, economizar nas pequenas despesas diárias e até poupar para realizar aquela tão sonhada viagem.

1. Organize uma reunião com a família

Em primeiro lugar, para ter um orçamento familar equilibrado reúna toda a família e a envolva nesse projeto. Explique que é necessário reorganizar as finanças e que isso só será possível com o apoio e a participação de todos. Enfatize que é fundamental ser transparente em relação aos gastos, mesmo os aparentemente insignificantes, para que o objetivo final — ou seja, a redução de despesas — seja alcançado.

Não deixe as crianças de fora do orçamento familiar. Além de ser importante contar com a colaboração delas, isso certamente as ajudará a desenvolver controle financeiro pessoal. Por hora, ensine-as, por exemplo, a apagar as luzes ao sair de um cômodo, desligar a televisão e os demais aparelhos eletrônicos quando não estiverem sendo utilizados, diminuir o tempo no banho e evitar o desperdício de comida.

2. Faça um levantamento do orçamento familiar

O passo seguinte para conseguir equilibrar as contas  do orçamento familiar é fazer um levantamento completo e muito bem detalhado das contas e gastos. Para ficar mais fácil, utilize uma planilha de orçamento familar — existem várias gratuitas disponíveis na internet e em aplicativos — ou um caderno e anote absolutamente tudo.

Isso inclui os gastos mensais de todos os membros da família, sendo eles fixos, como prestação do carro, mensalidade da academia e TV a cabo, por exemplo; e menos notáveis, como o cafezinho de todos os dias, a revista adquirida eventualmente e as taxas cobradas pelos bancos. Tome nota ainda das fontes de renda do orçamento doméstico (salário, aluguéis, pensões, aposentadoria e qualquer outra).

3. Classifique as despesas do orçamento familar em categorias

Com a lista finalizada, elabore uma classificação de despesas. Você pode determinar as categorias que desejar, como “despesas domésticas”, “lazer”, “supérfluos”, “escola”, “transporte” etc. Isso ajudará a perceber para onde o dinheiro está indo. Outra dica é escrever como são feitos os pagamentos (cartão de crédito, cartão de débito e cheque, por exemplo).

Nessa etapa, aproveite para definir quais são as suas prioridades financeiras e também as da família. Assim, será mais fácil direcionar melhor as receitas, identificar os gastos desnecessários e, consequentemente, já começar a adiantar o que poderá ou não ser cortado.

4. Corte efetivamente os gastos

Quando a saída de dinheiro é maior que a entrada, a única solução é cortar gastos. Nessa situação — e com o levantamento realizado em mãos — determine o que pode ser eliminado. Também altere seus hábitos, começando pelos menores. Por exemplo, em vez de tomar dois cafés na rua, tome um e em um lugar mais barato.

Aos poucos, vá fazendo outros ajustes para controlar o orçamento familiar: diminua o número de refeições feitas fora do lar; compre menos roupas, bolsas e sapatos, entre outros itens não tão necessários; reduza as visitas ao salão de beleza e assim por diante. E tem mais dicas: vá ao supermercado com uma lista para adquirir somente o que for essencial, planeje as compras e faça pesquisas de preços.

5. Fique atento aos pagamentos no orçamento familar

Tente fazer suas compras à vista e peça desconto sempre que possível. Apesar de atraentes, os pagamentos a prazo, por conta dos altos juros e das taxas adicionais, acabam saindo bem mais caros. Se não tiver dinheiro na hora, não compre. Planeje-se para juntar o valor total e só então feche o negócio.

Vale destacar que o cartão de crédito pode ser um aliado, em especial nos momentos de imprevisto, mas convém não abusar nem recorrer a ele no dia a dia. Afora isso, por conta das altas taxas cobradas pelas administradoras nacionais, faça o possível para pagar a fatura total e não a mínima. Também não deixe de pagar as contas no prazo e evite utilizar o cheque especial oferecido pelos bancos — afinal, essas opções geram juros.

6. Defina limites e metas de economia

Por fim, para equilibrar o orçamento familiar, é indispensável definir limites de gastos e elaborar metas de economia. No primeiro caso, estipule, junto com marido/esposa e filhos, os valores máximos que poderão ser utilizados por mês em cada uma das categorias (as que sugerimos na nossa terceira dica) e se atenha a eles, procurando ao máximo respeitá-los.

Quando se trata das metas de economia, determine o quanto pode despender para a criação de um fundo de emergência — o ideal é colocar a quantia em uma aplicação que ofereça liquidez e que possibilite a retirada, quando necessário. Vale ainda poupar dinheiro para conquistar objetivos de longo prazo, como comprar uma casa, trocar de carro ou fazer uma viagem.

Como você viu, manter o orçamento familiar em dia depende do comprometimento e da dedicação de toda a família. Conforme os hábitos forem mudando, tenha certeza de que será mais fácil economizar e, consequentemente, atingir os objetivos e realizar os sonhos rapidamente. No mundo das finanças, tudo é uma questão de escolhas!

E aí, curtiu as dicas deste artigo? Então convidamos você a continuar a visita em nosso blog e a ler agora mesmo nosso artigo sobre as quatro principais dúvidas sobre taxas de cartão de crédito. Até a próxima!

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