Entender quais são os tipos de freios para carros é indispensável para a sua segurança! Freio a disco, ABS, Hidráulico, cada modelo responde de uma forma na hora que o pedal é acionado. Que tal conhecer melhor quais são os tipos de freios, como funcionam, quais as vantagens e como é feita a manutenção de cada um? Tudo isso em um único artigo. Confira!

Além da motorização e da aparência, os carros também se diferenciam pelo tipo de freio. Cada modelo tem suas particularidades. Alguns são equipados com freio a disco nas rodas dianteiras e tambor nas traseiras. Outros, usam os discos nas quatro rodas. Não é só! Algumas versões, têm a frenagem garantida pelo Antilock Braking System (ABS).

Quais são tipos de freio?

Existem 3 tipos de sistemas de freios para carros. O primeiro e mais antigo é o tambor. Geralmente encontrado nos modelos lançados há mais tempo ou nas rodas traseiras dos veículos populares, esse freio é composto por tambores e sapatas de freio (além do conjunto hidráulico).

Ao ser acionado, os fluidos empurram as sapatas de freio em direção aos tambores que são responsáveis pela fixação das rodas. Apesar de antigo, ele apresenta boa capacidade de frenagem nas rodas traseiras. Entretanto, sua manutenção pode ser mais cara e a eficiência menor quando comparado a outros tipos. Além disso, no freio a tambor podem ocorrer o acúmulo de sujeira e água, e isso não é nada bom.

Já o freio a disco ascendeu no mercado na década de 1950 e desde então vem sendo aprimorado. O princípio é similar ao freio a tambor, mas o sistema é aberto. Ou seja, os discos e pinças de freio ficam à mostra. Na frenagem a disco, o atrito e a redução da velocidade são proporcionadas pelas pastilhas, pinças (geralmente flutuantes) e discos.

Bastante encontrado nas rodas dianteiras das versões populares e nas quatro rodas de alguns modelos, o freio a disco apresenta melhor eficiência. Ao pisar no pedal as pastilhas instaladas no interior das pinças se fecham no disco promovendo o atrito. Por ser um sistema aberto, o calor se dissipa facilmente, aumenta a secagem e reduz o acúmulo de impurezas.

Longa durabilidade, aumento da segurança, redução da fadiga (perda de freio devido ao aquecimento) e baixo custo são algumas de suas características.

O freio ABS utiliza os mesmos componentes básicos (discos, pinças e pastilhas) do freio a disco. O grande diferencial desse tipo é introdução de componentes eletroeletrônicos no controle das frenagens. Com eles o travamento total das rodas é impedido, já que o módulo e os sensores instalados nas rodas calculam a pressão necessária a redução da velocidade.

O ABS aumenta consideravelmente a segurança e é tão importante que se tornou obrigatório. Originalmente, o sistema foi desenvolvido para aviões, mas devido à sua eficácia foi incorporado pelo setor automobilístico. Agora que você já sabe quais são os tipos de freio, que tal entender melhor como eles funcionam?

Como funcionam e quais as diferenças dos freios?

Assim como o freio a tambor, o ABS e o sistema de discos funcionam a partir de princípios hidráulicos e energéticos. Ao pisar no pedal, a força (hidráulica) aplicada ao fluido é transmitida em igual intensidade para o restante do sistema até chegar aos tambores ou pinças. Apesar das particularidades de cada sistema, pode-se dizer que em todos eles o cilindro mestre pressuriza e distribui o fluido.

Já o princípio energético consiste na transformação da energia cinética (movimento) em energia térmica (calor) a ser dissipada no ar. Esse é um dos princípios que reforçam a maior eficiência dos freios a disco, pois o sistema é aberto e os discos furados (ventilados), e por isso, facilitam o arrefecimento.

No caso dos freios a disco e dos freios ABS, a diferença básica é o controle de frenagem. Ambos utilizam o sistema de discos, mas apenas o ABS interpreta automaticamente as condições de atrito dos pneus e a pressão do pedal. A maneira como o fluido é bombeado no freio a disco pode causar o travamento total das rodas, o que não ocorre no ABS.

Com o ABS a aderência dos pneus a pista é maior. Assim, o uso dos freios nas curvas e situações emergenciais dispensa a preocupação com a pressão realizada no pedal. Além disso, os sensores checam a velocidade do carro aproximadamente 20 vezes por segundo. Não há dúvidas de que ele é o mais eficiente! Após pisar no pedal, o carro para em até 30 metros (piso seco) ou 40 metros (piso molhado).

Em termos técnicos, o tipo de atrito também é diferente. Nos freios a disco o atrito entre os pneus e a pista é cinético, já no ABS, estático. O atrito cinético é muito maior e mais eficiente quando o assunto é aderência. Vale lembrar que também existem diferenças entre freios ABS.

Embora os princípios e componentes sejam basicamente os mesmos, o tipo de auxiliar de frenagem varia. Observe:

  • Electronic Actuation System (EAS): controla a altura de solo e a tração do veículo;
  • Electronic Brake Force Distribution (EBD) ou Repartidor Eletrônico de Frenagem (REF):  auxiliar que distribui as forças de frenagem;
  • Aide au Freinage d’Urgence (AFU): reduz a esforço e as trepidações no acionamento do freio e reduz o tempo de parada.

Quais as vantagens do freio a disco?

Certamente você percebeu que escolher um carro com freio a disco e/ou ABS é uma boa opção. Para aclarar os motivos, separamos para você as principais vantagens:

  • aumento da segurança;
  • inibição das derrapagens (ABS);
  • maior dissipação de calor e redução da fadiga;
  • em uso intenso o curso do pedal não sofre alterações significativas;
  • resposta rápida (principalmente no ABS);
  • secagem rápida e não acúmulo de sujeiras;
  • manutenção facilitada e estrutura simples.

Os defeitos do freio costumam aparecer gradativamente. Fique atento aos sinais e não negligencie a manutenção. Geralmente, quando algo não vai bem aparecem ruídos atípicos, o pedal fica baixo, duro ou pesado e o freio de estacionamento ineficiente. Além disso, podem ocorrer vibrações no volante, vazamentos do óleo de freio e “puxadas” para o lado.

Como é realizada a manutenção do freio?

Não há regra quanto à substituição dos componentes e manutenção dos freios, pois isso depende das condições de uso. Recomenda-se que a verificação e as eventuais substituições sejam feitas a cada 5 ou 10 mil quilômetros, principalmente das sapatas, discos, tambores e fluido (10 mil quilômetros ou 2 anos). No caso dos discos e tambores a retifica deve respeitar os limites de segurança estipulados pela fabricante.

Além das substituições, a manutenção deve contar com a verificação de vazamentos, limpeza do sistema, conferência do cilindro mestre e das rodas e escaneamento do módulo ABS. Lembre-se que ninguém conhece o carro melhor do que você. Por isso, é indispensável comunicar ao mecânico qualquer alteração percebida.

Agora você já é quase um especialista em freios! Sem dúvida você aprendeu quais são, como funcionam e quais os principais sinais de necessidade de manutenção, não é mesmo? Lembre-se que é muito importante escolher peças originais na hora de fazer a manutenção dos freios a disco.

Os veículos funcionam de forma integrada e além dos freios a disco existem muitos outros componentes. Que tal ter acesso a mais informações e novidades? Para isso, assine a nossa newsletter!