O divórcio, além de proporcionar um choque emocional, muitas vezes pode ser um pesadelo financeiro para muita gente. O luto então, nem se fala! Mas e quando tem divórcio e luto envolvido?

Esse é o caso da minha amiga, Renata Souza, de 37 anos. Ela foi casada por 5 anos (dos 30 aos 35) e dessa relação tiveram um filho que atualmente tem 7 anos. Há 2 anos atrás eles se divorciaram e em 2016 o ex-marido faleceu em um acidente de carro. Foi aí que a Renata me contou que quando casados eles fizeram um seguro de vida mas que ela não sabia se teria direito a indenização para ajudar nas despesas com o filho ou com qualquer outra coisa, justamente porque o falecimento aconteceu após o fim do casamento. A dúvida da Renata é a de muita gente, então resolvi esclarecer esse assunto aqui no blog.

>>> Você também pode se interessar por:

Quando os casais fazem um seguro de vida, geralmente colocam seus parceiros como beneficiários e a recomendação ao se divorciarem, é a de que revejam a apólice para decidir se vão manter o ex-companheiros como beneficiários. No caso da Renata, não houve alteração no contrato, então ela tem direito a indenização por morte acidental.

Vale a pena manter o (a) ex como beneficiário?

Em alguns casos vale a pena sim porque este seguro pode ajudar a manter a qualidade de vida e os estudos dos filhos desse casal, como era o caso da Renata, em que a ausência da pensão dada pelo ex-marido fará falta no começo. Com a ajuda do seguro ela poderá manter o padrão de vida que o filho já tinha, evitando que a criança passe por mais mudanças que impliquem sofrimento.

Existe alguma possibilidade de manter o (a) ex como beneficiário mas apenas por um tempo?

Sim. Algumas seguradoras oferecem o Seguro de Vida Temporário, que dura pelo tempo que a outra pessoa se dispõe ou está obrigada por lei a oferecer um auxílio financeiro.

É possível alterar os nomes que coloquei como herdeiros?

Sim, é possível. Para isso é preciso alterar os testamentos antes do falecimento do titular.

E se eu já constituí uma nova família e inclusive tenho outros filhos dessa nova relação, o (a) ex continua tendo direito sobre o seguro de vida?

Para a lei, não importa há quanto tempo ocorreu o divórcio e nem se já constituíram novas famílias. Se ficar comprovado que o (a) ex-companheiro (a) dependia financeiramente da pessoa que faleceu, o seguro de vida irá oferecer a indenização por morte. Essa comprovação pode ser feita por meio de recibos de pensão alimentícia, supermercado, aluguel e outros.

E como fica o (a) companheiro (a) atual?

Neste caso, a indenização será dividida entre o (a) ex e o (a) companheiro (a) atual porque não é possível alterar os beneficiários da apólice depois do falecimento do titular, apenas é possível incluir beneficiários no caso de ser comprovado que dependiam financeiramente do titular, como explicado anteriormente, e é por isso que se considera a união estável ou casamento atual no benefício.

É importante lembrar que a maioria dos seguros oferece cobertura para morte acidental, então para ser coberto por morte natural é preciso contratar esta cobertura ou não haverá indenização.

Em nosso site você pode fazer uma simulação gratuita com as seguradoras Icatu, Mapfre, Porto Seguro, Bradesco e Liberty, ter acesso a coberturas, benefícios e outros detalhes.