Receber uma multa não é uma situação nada agradável. Imagine então receber essa carta de uma infração que ocorreu em uma cidade ou local que você nunca esteve. Quando isso acontece é bem provável que você descubra que a placa do seu veículo foi clonada. Elas são reproduzidas por quadrilhas e, geralmente, usadas em carros irregulares com intenção de circular normalmente. Você sabe como deve proceder em caso de placa clonada? E como o seguro do auto age nestes casos? Tire todas suas dúvidas aqui no nosso texto!

A placa clonada consiste em uma identificação irregular em que a combinação alfanumérica é igual a outra, original. A resolução nº 670 do Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) detalha como deve ser feito o processo administrativo para troca de placas de identificação de veículos automotores que sofreram com essa fraude.

A resolução, que não é tão nova assim (maio de 2017), auxilia a pessoa a desassociar as multas da sua placa clonada. Para isso, é preciso ir a um departamento de trânsito com todos os documentos solicitados (uma lista imensa que indicamos abaixo) que indicam a clonagem, incluindo qualquer informação que possibilite a comprovação da existência de veículo dublê ou clone.

Com o processo administrativo aberto e comprovado que há outra placa igual realizando infrações, o número do chassi é desconectado desse número de placa. Assim, a pessoa prejudicada obtém uma nova placa. 

No fim, a placa clonada tem os caracteres “CL” inseridos ao final do Número de Identificação Veicular (VIN) e do número de motor no registro do veículo original. Com isso, as multas que você recebeu e não foi você que cometeu – e sim esse veículo clone – ficam atreladas à placa clonada.

Veja a lista de documentos que devem ser apresentados ao órgão executivo de trânsito em que seu veículo foi registrado:

  1. Cópias:a) do documento de identificação pessoal do requerente e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), para pessoas naturais;
    b) do contrato social e suas alterações e do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), para pessoas jurídicas;
    c) do Certificado de Registro de Veículo (CRV), frente e verso;
    d) do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), frente e verso;
    e) da notificação de autuação por infração de trânsito que incidiu indevidamente sobre o veículo;
    f) da imagem do veículo, no caso de infração registrada por sistema automático metrológico ou não-metrológico de fiscalização;
    g) do microfilme de Auto de Infração de Trânsito lavrado por Agente de Trânsito;
    h) do recurso interposto perante o órgão autuador, conforme o caso.
  2. Fotografias coloridas da frente, da traseira e das laterais do veículo de propriedade do requerente, para confronto com os demais documentos, devendo ser descritos ou indicados todos os pontos divergentes entre o veículo clonado e o veículo dublê ou clone;
  1. Informações que possibilitem a comprovação da existência de veículo dublê ou clone;
  1. Cópia do expediente que autorizou a remarcação do chassi, na hipótese da identificação do chassi e agregados demonstrar que a gravação não é original ou que tenha ocorrido a sua substituição.
  1. Laudo de vistoria de identificação veicular, nos moldes da Resolução CONTRAN nº 466, de 11 de dezembro de 2013, e suas alterações, para a constatação da originalidade dos caracteres de identificação (chassi e seus agregados), com a coleta das respectivas imagens;
  1. Laudo pericial, elaborado pelo Instituto de Criminalística competente, com as características do veículo.

Como fica o seguro auto?

Quando a placa do seu veículo for alterada, é preciso solicitar um endosso de correção da placa junto à sua seguradora, enviando o documento atualizado. Se você conta com um seguro auto contratado por meio da ComparaOnline, entre em contato por meio do telefone 0800 878 4095 para que possamos te auxiliar da melhor forma.

Situação irregular, o que fazer?

Se você desconfia que sua placa foi clonada ou quer averiguar se seu carro está em situação irregular, deve ser feita uma vistoria de chassi no Circunscricional Regional de Trânsito mais próximo. Já parou pra pensar que o clone pode ser exatamente o seu veículo? Este é o pior panorama e, nestes casos, deve-se acionar a polícia, assim como resgatar todo o processo e localizar o vendedor do automóvel.

Nas próprias montadoras, cada carro recebe uma série numérica gravada no chassi, vidros, motor e carroceria. Peritos conseguem identificar diferenças entre uma série numérica original e uma cópia, pois a segunda nunca é perfeita. Mesmo assim, o teste pode passar batido.

Empresas de seguro de carro fazem o mesmo procedimento na hora de avaliá-lo. Muitas vezes, no momento em que o cliente vai adquirir o seguro a irregularidade é descoberta. E na maioria das vezes o carro ainda pode ser devolvido.

Acima de tudo, para não depender da vistoria das montadoras e do seguro do automóvel, o melhor é evitar o problema já na compra do veículo. Nesse caso, o mais indicado é consultar o histórico do automóvel com a ajuda do Detran ou despachantes. Assim os danos podem ser cortados ainda na raiz.